6 dias na Islândia. O que conhecer?

A Islândia é a 18ª maior ilha do mundo depois da Grã Bretanha e a 2ª maior ilha da Europa. Está localizada no Atlântico Norte. O país está totalmente ao sul do círculo polar ártico e faz parte dos cinco países nórdicos.

O país vizinho mais próximo é a Groenlândia, com apenas 286 km, seguindo pelas Ilhas do Faroe, com 420 km, Escócia com 795 km e Noruega com 950 km de distância.

Tem uma área aproximada de 40.000 milhas quadradas. Com pouco mais de 348.000 pessoas, a Islândia é um dos países menos populosos do mundo.

É um país com grandes contrastes geológicos. Amplamente conhecida como “Terra do Fogo e do Gelo”, abriga uma das maiores geleiras da Europa e alguns dos vulcões mais ativos do mundo. Os dias de verão tem 24 horas de sol, porém, são compensados por dias curtíssimos de inverno, com apenas 4 horas de luz por dia.

A paisagem é caracterizada por cachoeiras, gêiseres, vulcões, geleiras, praias de areia negra e campos de lava fumegantes.

A Islândia fica sob uma cordilheira chamada Dorsal Meso Atlântica. Essa divide as placas tectônicas que separam a Europa e a América do Norte. O que faz com que o país passe por bastantes terremotos, sendo considerado um dos locais mais geológicos do mundo.

Além dos possíveis terremotos, o país é muito vulcânico. Em 2010 o vulcão glacial Evjafillajkull entrou em erupção, cancelando milhares de voos na Europa, por cinco dias, por medo que as cinzas vulcânicas danificassem os motores dos aviões.

O local onde a Dorsal Meso Atlântica é mais visível é no Parque Nacional Thingvellir, no sudoeste da Islândia. O vão entre as placas  pode ser visto claramente nas fissuras ou falhas que atravessam a região. É essa a localização original do parlamento mais antigo do mundo, formado em 930 D.C. e um patrimônio mundial da UNESCO.

Um dos benefícios disso são os vários recursos de energia geotérmica. Mais de 90% das habitações na Islândia são aquecidas pelo calor geotérmico natural. Fontes termais podem ser encontradas em quase todo país, e a água derretida criada por vulcões subglaciais fornece ao país uma fonte potencial de energia hidrelétrica. Toda essa energia limpa tornou a Islândia um dos países menos poluídos do mundo.

Na Islândia não há quase nenhuma floresta. Pela explicação de um dos guias, na época dos Vikings houve muito desmatamento porque eles precisavam de muita madeira para construir suas casas e barcos, abastecer e fundir metais. Outros fatores que contribuem para isso é o grande número de ovelhas que contribuíram para erosão do solo e a grande quantidade de lava, fazendo com que o solo não tenha a profundidade necessária para suportar o crescimento das árvores.

A Islândia já foi eleita o melhor país da Europa para se viver, é extremamente seguro. É considerado o terceiro país mais desenvolvido do mundo. O país é extremamente seguro, pois crime na Islândia é muito baixo e os crimes violentos são praticamente inexistentes, inclusive a polícia islandesa não carrega armas. Eu fui fazer “boletim de ocorrência” por conta de perda de cartões e pude conversar um pouco com a policial que confirmou esse fato para mim.

A Rota 1 (Road Ring) é uma estrada de asfalto  que rodeia o país inteiro, cobrindo mais de 1,332 km. O limite geral nas áreas urbanas é de 50 km/h e nas estradas de 90 km/h. Uma curiosidade é que todas as estradas de montanha no interior da Islândia tem uma superfície de cascalho solta. Para informações das estradas existe o site Road.is

A população original da Islândia era de origem nórdica e gaélica. A língua oficial escrita e falada é a islandesa, uma língua germânica do norte descendente do nórdico antigo. O dinamarquês e o inglês, porém, são disciplinas obrigatórias no currículo escolar. Inclusive o inglês é super compreendido e falado no pais.

A comida mais tradicional de lá é a carne de tubarão podre (Hákarl). Além dessa há também outras iguarias como cabeça de carneiro (Svið), intestinos de ovelha, sangue e gordura (Slátur) e cordeiro fumado e fervido (Hangikjöt). Além desses pratos típicos, come-se muitos outros tipos de peixe na região. Mas a única coisa deles que consegui experimentar foi o “cachorro-quente” (Pylsa), que são feitos com uma mistura de carne de cordeiro, porco e vaca. Eu só comi com mostarda doce (pylsusinnep), mas ele é servido com ketchup, cebola frita, cebola crua e molho remoudale (molho de maionese, alcaparras, mostarda e erva).

A qualidade da água potável na Islândia também é muito boa devido à abundância de rios de água doce que descem das montanhas e glaciares. Portanto, é perfeitamente seguro beber essa água de torneira. O cheiro não é muito agradável, parece ovo podre, mas é por conta da água quente geotérmica (enxofre). O moço do hotel disse que poderia esperar alguns segundos com a água fria escorrendo que o cheiro logo passaria e isso foi verdade. Na dúvida, não tomei e comprei garrafas de água lá. Para tomar banho esse cheiro era presente, mas não ficava no corpo e nem nos cabelos.

Uma das curiosidades que um dos guias contou é que não existe McDonald’s e Burger King na Islândia, somente KFC e Subway. O último McDonald’s do país foi fechado em 2009 e parece que existe no BUS Hostel um lanche cheeseburger e batata que foi comprado por um homem chamado Hjortur Smarason como uma espécie de souvenir, pois ele não tinha intenção de comer. Não sei se isso é verdade, pois não fui no local.

Em 1915, 60% da população votou a favor da proibição total do vinho, cerveja e destilados. Por alguma razão a cerveja permaneceu ilegal na Islândia até 1989. A lógica por trás da proibição da cerveja era que o acesso à cerveja tentaria jovens e os trabalhadores a beber muito. Porém, até hoje, não se pode comprar álcool em supermercados na Islândia, os únicos locais para comprar são as lojas de bebidas alcoólicas chamadas Vinbúðin.

Outra coisa interessante e muito comum é ver carrinhos de bebês “aparentemente abandonado” na rua. Geralmente a maioria das crianças islandesas são rotineiramente deixados do lado de fora para tirar uma soneca. Os pais nórdicos acreditam que essa antiga prática de deixar os filhos no frio realmente melhora sua saúde.

Uma outra coisa que um dos guias contou é que não existem mosquitos na Islândia. Ele explicou que as mudanças no clima do país são tão rápidas que os mosquitos não tem tempo suficiente para completar o seu ciclo de vida.

Ele também contou que a maioria dos residentes na Islândia acreditam que os Huldufólk, uma espécie de raça de elfos, existem e vivem entre eles, mas em casas menores. Escondidos dos olhos dos humanos, mas respeitados por todos, nenhuma estrada ou casa é construída sem a sua bênção.

A Islândia publica mais livros per capita do que qualquer outro país do mundo. Uma das tradições da Islândia é dar livros como presentes, principalmente no natal. De acordo com os estudos, 50% dos islandeses leem pelo menos 8 livros por ano.  Só de saber disso amei mais esse país.

Outra curiosidade é sobre os esportes. Segundo o guia, o  handebol é o considerado o esporte nacional. Apesar disso, a seleção futebol da Islândia deu um show no campeonato europeu de futebol em 2016 e em 2018 fez sua estreia na copa do mundo. A Islândia se tornou a menor nação em população a conquistar uma vaga para Copa do Mundo.


COMO CHEGAR
:
Eu cheguei na Islândia, voando de ICELAND AIR, partindo de Oslo (Noruega). Desembarquei no Aeroporto Internacional de Keflavik (KEV) que é o maior aeroporto atendendo as diversas empresas aéreas internacionais e nacionais. A cidade de Reykjavik está 49 km do aeroporto, sendo acessível de carro ou ônibus, pois não existem ferrovias no país.

Eu reservei o transfer do Aeroporto à cidade e vice versa pela GET YOUR GUIDE. Mas como acabei comprando na data errada (chegada), bem minha cara fazer isso (rsss), tive que pagar novamente o transfer para cidade. No próprio aeroporto existe o posto da AIRPORT DIRECT e comprei com eles mesmo.  Eles levam diretamente para alguns hotéis ou para as paradas que ficam próximas aos outros hotéis.  Para volta, foi a mesma coisa, eles pegam nas paradas ou nos hotéis e nos levam para o aeroporto direto no horário combinado.

ONDE FICAR:
Eu fiquei em três locais diferentes, por conta de valores. O primeiro hotel local foi bem perto da estação de ônibus, o segundo local foi um hotel próximo à parada nº 3 e o terceiro hotel foi próximo à parada nº 6.  Eu recomendo os dois últimos hoteis: City Center Hotel e Apartment K.

Travel Inn Guesthouse
Soleyjargata 31 – Reykjavik, Islândia
O hotel não possui recepção 24 horas, Wi-fi bom e estacionamento no local. Por não ter recepção 24 horas se não marcar com antecedência pode correr o risco de ficar aguardando no local. Outra coisa que não gostei é que não tem local para deixar as malas.

City Center Hotel
Austurstraeti 6 – Reykjavik, Islândia
O hotel possui recepção 24 horas, academia, bar/lounge e restaurante, serviço de lavanderia, lojas de presente. Equipe muito simpática. Wi-Fi rápido. Quarto confortável e chuveiro bem quentinho.

Apartment K
Thingholtsstraeti 2-4 – Reykjavik, Islândia
O hotel possui recepção 24 horas, serviços de lavanderia, armazenamento para bagagem e um ótimo Wi-fi. Apartamento super confortável e espaço bem amplo.

DINHEIRO – O QUE LEVAR?
A moeda na Islândia é a Coroa Islandesa (ISK). Eu levei Euro e tive muita dificuldade para trocar a moeda, pois só trocava no banco com horários determinados. Então o melhor de tudo é levar cartão de crédito que é aceito em todos os lugares. O único lugar que não consegui pagar com cartão de crédito são os ônibus da cidade e que tem que pagar a quantia exata, pois eles não podem dar troco.

QUAL MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR A ISLÂNDIA?
É uma pergunta difícil, porque cada estação tem uma vantagem, dependendo do que você quer conhecer, fazer e experimentar. No verão (junho a agosto) há o “sol da meia noite” e no inverno (dezembro a abril) os tours são para as luzes do norte e atividades na neve. Eu dei preferencia para ir no outono (setembro a novembro) que é o início da temporada da “aurora boreal”, meu sonho era ver uma. Apesar de ainda não ser muito frio, peguei temperaturas abaixo de zero.

O QUE FAZER:
Como não tinha muito tempo na Islândia, e dividi os tours nos 6 dias que fiquei por lá. Super recomendo cada um deles (vou escrever um post para cada um dos passeios).

1º dia – Blue Lagoon e Reykjavik (cidade)
2º dia – Premium Golden Circle Tour
3º dia – Southern Iceland Tour
4º dia – Into the Glacier
5º dia – Reykjavik (cidade)
6º dia – Jökulsárlón Glacier Lagoon

COMPRAS:
Há diversas lojas na cidade de Reykjavík para fazer compras e trazer as famosas lembrancinhas (souvenirs). As compras superiores a um determinado valor são isentas de impostos, mediante a pedidos. Porém para ser elegível para reembolso, todas as seguintes condições devem ser atendidas: ter um endereço permanente (fora da Islândia), levar as mercadorias para fora do país dentro de três meses após a compra, o preço tem de ser no mínimo 6000 ISK e apresentar os documentos na partida.

A Islândia sem dúvida É o destino perfeito para todo tipo de viajante, para quem viaja sozinha como eu, para quem viaja em família ou com amigos. Com paisagens deslumbrantes e habitantes gentis, a Islândia sem dúvida é um lugar onde se deve estar pelo menos uma vez na vida. Super recomendo a todos que querem um novo destino. Amei esse país.

Fonte:
https://imgur.com/r/policeporn/zAQZoqM
https://expertvagabond.com/ring-road-trip-iceland/
https://thegoodfork.me/2012/11/08/street-meat-iceland-edition
https://qz.com/351821/for-generations-icelandic-babies-have-napped-in-sub-zero-temperatures-outside/
http://espn.com.br/video/733751_selecao-da-islandia-comemora-classificacao-a-copa-com-o-seu-fantastico-grito-de-guerra-hu
https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/futebol-na-islandia-um-vulcao-ativo-na-terra-do-gelo.ghtml
https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/154396/Isl%C3%A2ndia-A-ilha-dos-vulc%C3%B5es-despertos.htm

Anúncios

3 comentários sobre “6 dias na Islândia. O que conhecer?

  1. Nuno França - Photography 21 de novembro de 2018 / 14:08

    Fantástico!
    Gostei muito do texto e das fotografias! 😀
    É uma viagem de sonho! Estamos a preparar uma viagem lá, este guia vai ser uma boa ajuda! 🙂

    Curtido por 1 pessoa

    • Vanessa Orfao 21 de novembro de 2018 / 14:32

      Nuno! Fico feliz que tenha gostado. Recomendo uma viagem para essa região, principalmente para você que gosta de fotografar. Vai amar as paisagens. Se precisar de mais dicas, pode contar comigo.

      Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.