Visitando o Castelo de Edimburgo

Um castelo histórico e uma obra de arte arquitetônica é o que o Castelo de Edimburgo representa no fascinante país da Escócia.

Construído sobre a Castle Rock, uma rocha de origem vulcânica no alto da cidade, por isso pode ser claramente observado de diversos lugares de Edimburgo.

Ele oferece vistas magníficas dos muitos pontos de referencia da cidade, incluindo a Royal Mile e a Princes Street.

O Castelo de Edimburgo desempenhou um papel fundamental na história escocesa, tanto como residência real, onde o rei Malcolm Canmore e a Rainha Margaret moraram no século 11 e como fortaleza militar. O castelo viu pela última vez a ação militar em 1745, a partir de então, até a década de 1920 serviu como base principal do exército britânico na Escócia.

Atualmente um dos lugares mais emblemáticos da cidade, além de ser um dos mais visitados em toda Europa, com mais de um milhão de visitantes por ano.

Nenhuma viagem à capital da Escócia é completa sem uma visita ao Castelo de Edimburgo, eleita a Melhor Atração do Patrimônio do Reino Unido pelo quarto ano consecutivo no British Travel Awards 2014.

Localização:
The Esplanade
Edinburgh
EH1 2NG
Telefone: 0131 225 9846
Site: https://www.edinburghcastle.scot/

Como chegar:
Após desembarcar pela estação de trem Edinburgh Waverley pode-se iniciar o passeio pela North Bridge, virar a direita na Royal Mile que é a rua turística mais movimentada de Edimburgo. Subir a rua até chegar à Castle Esplanada que é um espaço aberto onde se localiza o Castelo de Edimburgo.

Grupo de Intercâmbio da International House – 03/2014

A bilheteria está a direita depois de entrar no castelo. Como estávamos no grupo de intercâmbio os ingressos já tinham sido comprados e nos entregue. Dizem que a fila é enorme, portanto tente chegar cedo.

Horário: 09h30 as 18h (abril a setembro) e 09h30 as 17h (outubro a março).
Preço: 18,50 libras

Os guias de áudio estão disponíveis em diversos idiomas e para locação logo após os portões do castelo à direita. Os monofones usam um sistema de botão de pressão. Sujeito a disponibilidade.

Peguei um mapa do Castelo que serve de guia para todos que o visitam.

Iniciamos o passeio atravessando uma ponte levadiça sobre um fosso para entrar no castelo. O portão de entrada é ladeado por duas estátuas de bronze dos heróis lendários William Wallace e Robert The Bruce.

Após passar o portão, vemos uma rua de paralepípedos que leva ao Portão Portcullis (1). Foi construído de 1571 a 1573 para substituir a Constable’s Tower.  Acima do portão está a Torre Argyle (14), batizada em homenagem ao Marques de Argyle, que foi aprisionado ali.

Antes de iniciar o nosso tour visualizei a Lang Stair. No topo das escadas dá para se ter uma bela vista de Edimburgo, mas ao invés de subi-las realizei o passeio junto ao grupo da escola.

Logo após a entrada do portão fica a Argyle Battery (3) com seus enormes canhões e sua vista para a Princes Street.

Localizado na extremidade da Mills Mount Battery está a famosa One O’Clock Gun (4) (arma de uma hora) que como o nome sugere é acionado às 13:00 todos os dias desde 1861, exceto aos domingos, sexta-feira e dia de Natal. A arma foi originalmente um sinal de tempo para os navios no Firth of Forth.

Ao lado da One O’Clock Gun estão os banheiros e uma lanchonete.

Caminhamos para o lado norte da Praça da Coroa, em direção ao Museu Nacional da Guerra (5). Localizado na Praça do Hospital, pode ser acessado passando pelo Redcoat Café e seguindo diretamente para o morro e pelo arco diretamente à frente.

Está alojado num antigo armazém de material bélico. Foi construído em 1700 e depois usado como hospital militar. Foi inaugurado como museu em 1933, é administrado atualmente pela National Museums Scotland e possui uma fascinante coleção de artefatos usados pelas forças escocesas ao longo dos séculos.

A Casa do Governador (6), foi construída em 1742 como acomodação para o Governador e foi usada até o final do século XIX. Passou então a ser usada pelas enfermeiras do hospital do castelo e desde 1936 funciona como o gabinete do Governador. Ao sul da Casa do Governador ficam os Novos Quartéis (7) que foram construídos em 1799 para alojar os 600 soldados.

Localizado logo antes do Foogs’s Gate estão os Royal Scots Dragoon  Guards Museum(8) que retrata a história do regimento desde a sua fundação no século XVII pelo rei Carlos II para combater dissidentes religiosos, e inclui a Águia e o Padrão da 45ª Infantaria Francesa capturada durante o ataque dos Escoceses Grays em Waterloo em 1815 e o Royal Scots Museum (9) que conta a história do regimento desde sua formação no castelo em 1633, incluindo suas 149 honras de batalha

Caminhamos até o Foog’s Gate (10), que nos leva a parte mais alta de Castle Rock.

Passamos pela Whiskey e Finest Food Shop. que é uma opção para quem gosta de comprar algumas lembrancinhas.

Uma das grandes atrações que temos no castelo é a minúscula Capela St. Margaret (11), o mais antigo edifídio sobrevivente. Foi construído em 1130, por David I em memória da sua mãe, a rainha Margareth, que morreu no castelo em 1093. Tem apenas 17 metros de comprimento e 11 metros de largura. Os belos vitrais, acrescentados em 1922, foram desenhados por Douglas Strachan e retratam Santo André, São Columba, Santa Margarida e Sir William Wallace. O arco da capela é original. Hoje, é um local popular para pequenos casamentos e batismos.

Ao lado da capela está Mons Meg (12), uma gigantesca arma do século XV. É capaz de explodir uma artilharia de 150 kg por 3,2 km, Mons Meg estava na vanguarda da tecnologia militar. Depois de 75 anos na Inglaterra, Mons Meg fez um retorno triunfante ao castelo em 1829, escoltado por cavalaria e infantaria das docas de Leith.

De lá conseguimos visualizar o Cemitério de Animais (13), que é um pequeno espaço de jardim. Lá estão enterrados os cães de soldados que remonta a 1840. Os visitantes não podem entrar no cemitério, mas podem ser vistos de cima.

Caminhamos para um  grande espaço onde visualizamos o Farewall Batery (15) e logo em seguida o Half Moon Battery (16). Foram projetados para os canhões derrubarem os inimigos que se aproximavam. Os canhões de hoje são 18 libras feitas em 1810 durante as guerras napoleônicas. Foi originalmente defendido pelas Sete Irmãs, armas de bronze lançadas no castelo por James IV em cerca de 1500. Nessa pude ver vistas incríveis do horizonte da cidade.

A Half Moon Battery foi construída em volta e sobre as ruínas da David’s Tower (Torre de David) (17). Foi construída em uma planta dem L, medindo o bloco principal 15,4 por 11,6 metros (51 por 38 pés), com uma ala de 6,3 por 5,6 metros (21 por 18 pés) para oeste.

Entramos na Crown Square (Praça da Coroa) que é uma pequena praça no topo do castelo. Criada no século XV, durante o reinado do Rei Jaime III.  A praça é formada pelo Palácio Real  e a Sala da Coroa a leste, o Grande Hall a sul, o Edifício Rainha Ana a oeste e o Memorial da Guerra Nacional Escocesa a norte.

O Palácio Real (18) foi construído durante os séculos XV e XVI e era a residencia oficial dos últimos monarcas Stuart. Ele contém os últimos apartamentos que foram usados. No piso térreo fica o Laich Hall e sala adjacente, conhecida como Birth Chamber, local onde Maria, rainha dos escoceses, deu à luz o futuro Rei Jaime IV em 1566. Na entrada do Royal Apartments estão em letras douradas MAH, representando as iniciais da rainha e do seu marido Henry Stewart.

A Sala da Coroa está localizada no primeiro andar do Palácio Real e contém as Honras da Escócia: as jóias da coroa escocesa (19). A coroa, datada de 1540, feita de ouro escocês e tem  94 pérolas, 10 diamantes e 33 outras pedras preciosas e semi-preciosas.  A Pedra do Destino, sobre a qual  os monarcas da Escócia eram tradicionalmente coroados, também é conservada na Sala da Coroa desde que regressou à Escócia, em  1966. A pedra só deixará a Escócia novamente quando houver uma coroação na Abadia de Westminster.

O Grand Hall (20) foi construído em 1511 para Jaime IV e fica no coração do castelo.  Foi usado para cerimônias estaduais e como o ponto de encontro do parlamento escocês até 1640. Mais tarde, durante a ocupação de Cromwell, o edifício foi usado como um quartel e depois como um hospital militar. Foi restaurado no final do século XIX, e embora a sua aparência tenha mudado, o teto de madeira original do hall permanece. O Grande Salão agora abriga uma coleção abrangente de armas, armaduras e painéis de vidro coloridos. Seu magnífico telhado de madeira é um dos mais notáveis ​​da Grã-Bretanha.

O Edifício Rainha Ana, data o século XVI. Esta área abrigava as cozinhas que serviam o Grand Hall e mais tarde foi o local da Casa de Armas Real. Agora abriga banheiros, restaurantes e um centro de educação.

E por último na praça, visitamos o Memorial Nacional Escocês da Guerra (21) que fica oposto ao Grand Hall. Foi construído em memória dos escoceses que morreram na primeira guerra mundial e em outros conflitos. Cada regimento tem seu próprio memorial. Um santuário de prata mantém o papel de honra com o nome de 150.000 mortos. Escultura e vitrais fornecem representações em movimento de cenas da Primeira Guerra Mundial. Outras obras simbolizam coragem, paz, justiça e a sobrevivência do espírito, enquanto figuras de animais representam os vícios e virtudes. É um dos lugares do castelo, onde não é permitido tirar fotos.

Caminhamos para a ultima parte da vista no castelo que é a Exposição das Prisões de Guerra (22) e a Prisão Militar (24) Localizada dentro da Bateria de Dury (23). É um espaço recriado que permite aos viajantes caminharem e experienciarem na pele a vida dos prisioneiros que foram capturados de diversos lugares.

Além das atrações de visita obrigatória mencionadas acima, o Castelo de Edimburgo também oferece atividades como um jantar privativo.

Dicas:
– Se tiver tempo, passe de duas horas a um dia explorando o castelo.
– Vá com um casaco e com uma touca pois venta muito.

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Edimburgo
https://www.earthtrekkers.com/edinburgh-castle-things-to-know/

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8 comentários sobre “Visitando o Castelo de Edimburgo

  1. Tati Souza 24 de agosto de 2018 / 19:02

    Nossa que legal, muito lindo o Castelo. Bjs

    Curtido por 1 pessoa

    • Vanessa Orfao 24 de agosto de 2018 / 19:06

      Tati Souza, eu adorei lá, até porque foi o primeiro Castelo que conheci. Adorei que gostou, fique a vontade em passear pelo blog. Bjs

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  2. Blog Diário De Uma Inclusão 25 de agosto de 2018 / 01:55

    Eu gostaria muito de fazer um intercâmbio para uma parte histórica do mundo

    Curtido por 1 pessoa

    • Vanessa Orfao 25 de agosto de 2018 / 17:19

      Realmente é uma experiência fantástica. E.. pode contar comigo se precisar de dicas.

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    • Vanessa Orfao 25 de agosto de 2018 / 17:23

      Ahhh, pense em um dia visitar um desses. Eu sou apaixonada por castelos, então em minhas viagens procuro colocar alguns para conhecer. Se precisar de dicas, pode contar comigo!

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